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não macule a minha faca
“quem com letícia féres, confere e será querido”.
imperdível. nas terças poéticas: jardins internos do palácio das artes. hilda hilst homenageando letícia féres. letícia féres homenageando hilda hilst. poesia em alta voltagem. samplermusic & videocolagem. julius. frederico pessoa. poesia hoje. queria conseguir dizer mais. mas precisa? vá lá e comente depois aqui comigo, vai.
não macule a minha faca – letícia feres e hilda hilst no terças poéticas
what can i hold you with? (um poema inglês de jorge luis borges)
eu te ofereço estreitas ruas, poentes desesperados, a lua dos subúrbios gastos.
eu te ofereço a lealdade de um homem que nunca foi leal.
(tradução: leo gonçalves)
Festival de Inverno UFMG, Diamantina – 2007
agoral: poesia e pensamento no centro do agora.
turma bonita: oficina “a arte do poeta” com antônio cícero
rufo herrera: palestra-show sobre o bandoneon. poesia em foles: fôlego.
família reis, choro diamantinense, bonito e sofisticado feito por mãos simples.
capim seco, cantando no escuro.
voz linda da cantora. timbre raro. mpb e clássicos da mpb.
ficamos sonhando ouvir as músicas da banda.
mas a promessa já foi feita.
“por que você não rasga essas cartas de amor?”, ela dizia.
é a fabrícia. ela não tem só cara, ela é rebelde mesmo. sarau agoral: poesia aqui e agora.
luciana tonelli, vera casa nova e álvaro andrade garcia, trio de gente bacana. no cabana.
slow food brasil
mais notícias pela bloguesfera afora
a morte de josé agrippino de paula
1967 foi um ano chave. glauber rocha lançava terra em transe. zé celso martinez entrava em cartaz no teatro oficina com o rei da vela de oswald de andrade. a tropicália a toda. na literatura: josé agripino de paula lançava o seu panamérica. caetano na vitrola: “panaméricas de áfricas utópicas/túmulo do samba mais possível/novo kilombo de zumbi”
passaram-se 40 anos. o teatro oficina do zé celso continua sua luta pela sobrevivência num país que é ainda o túmulo do samba mais possível. e do samba menos possível também.
passaram-se 40 anos e josé agrippino passa dessa para uma melhor. falecido em 04 de julho. sem louros, sem reconhecimento que valha os 40 anos de sua panamérica. silencioso. uma pena. me faz pensar em pound:
“os artistas são as antenas; um animal que negligencia os avisos de suas percepções necessita de enormes poderes de resistência para sobreviver.
os nossos mais delicados sentidos estão protegidos, o olho por um alvéolo ósseo, etc.
uma nação que negligencia as percepções de seus artistas entra em declínio. depois de um certo tempo ela cessa de agir e apenas sobrevive”.
daqui eu vejo ademir assunção esbravejando de sua espelunca. compartilho da sua ira.
boa viagem, agrippino.
sumido
para os 987.725 leitores que freqüentam este sítio, devo uma satisfação: meu sumiço (o mais longo desde o nascimento deste blogue) não é porque parei de escrever, onde já se viu? não sou desses que escrevem quando tem tempo. escrevo porque preciso, escrevo porque impreciso. e meu silêncio é meu melhor poema. mas na internet eu entro (isso sim) quando me sobra um instantinho, nos intervalos entre o aqui e o ali.os primeiros meses do ano foram repletos de acontecimentos e trabalhos, o que me tem impedido de parar para dar notícias por aqui.
mas diz aí pro pessoal da redação que eu tô voltando. com novas notícias novas. as idéias mais afiadas. o sangue fervendo na veia. paganismos. o kaos e o kosmos. papeizinhos crepitando na fogueira da alma, loucos para virar poesia.